A "ecologia"!
Há coisas que se passam neste rectângulo que não nos deixam indiferentes. Algumas revoltas, inquietações, e desejos... O que queremos de Portugal? Uma Nação desenvolvida e moderna? Ou preferimos apostar em modelos que provaram não ser eficazes no século passado? Queremos democracia ou ditadura do proletariado? Queremos economia de mercado ou socialismo? Queremos direitos humanos, ou humanos sem direitos?
É verdade que a maioria dos portugueses que votou no Partido Socialista tem mais a ver com isto, mas como eu também sou português, e como o Eng. Sócrates disse que ia governar para todos, cá vai.
Faz hoje capa no Expresso, que António Costa e António Vitorino serão Ministros de Sócrates.
A ser verdade, já são 3!
Sim! A ser verdade, já são 3 guterristas: os Antónios mais o Sócrates, naturalmente! A ser verdade, já vai mais do mesmo!
Mas eu gosto de dar o benefício da dúvida... e até considero estes nomes como associados a pessoas competentes.
Portanto, fico muito contente com esta notícia!
Já agora, eu não votei PS nas Europeias (portanto não tenho nada a ver com isso), mas o António Costa não foi eleito há menos de nove meses?
E só mais uma coisinha... Onde está o Ministro das Finanças? Sim, porque com o actual estado das coisas, o Ministro mais importante será o das Finanças! Onde está ele? É que seguramente não será nenhum destes dois (que percebem tanto de Finanças como eu de Justiça e Segurança Europeia).
Começo a concordar com Paulo Portas: "Se Sócrates tivesse um bom Ministro das Finanças, já o teria mostrado!" Ao menos com esse, a gente sabia com o que é que contava. Podíamos não gostar muito do Bagão, mas era competente no que fazia.
Na semana que passou a Europa recebeu o Senhor Bush, Presidente dos Estados Unidos da América. São sempre visitas cheias de inúteis polémicas, alimentadas por grupos internacionais anti-globalização (o que não deixa de ser um paradoxo), manipulados pela esquerda e pela extrema-esquerda. Em Portugal, a questão passou um bocadinho ao lado, porque nós aqui no rectângulo gostamos mais de outras coisas.
De qualquer forma, espero que a Europa tenha discutido com os nossos amigos e aliados americanos a maneira de enfrentar os desafios comuns que se deparam: promover a liberdade e a democracia, enfraquecer o terrorismo, promover a prosperidade, e expandir a paz.
E aqui é que a não sei quantas torce o não sei quê.
A esquerda até concorda com estas metas, mas acha que o Senhor Bush não tem a melhor táctica. Face a esta situação, insultam o Chefe do Estado Americano, ofendem os Estados Unidos, e acabam por se afastar da maior potência do mundo (o que, normalmente, é pouco inteligente).
A extrema-esquerda é muito menos subtil. Os trotskistas, entre outros, não têm qualquer problema em admitir que o problema está na meta. A extrema-esquerda tem sempre qualquer coisa contra a liberdade, a democracia, e a economia de mercado. São coisas que não apreciam. E, por isso, defendem a retirada de Portugal da NATO, e sonham com a ressurreição da União Soviética.
Qual a posição moderada e responsável?
Valores com pragmatismo! Admitir que a política americana poderá eventualmente enfermar de ligeiras imperfeições, mas reconhecer e reafirmar a importância vital da aliança transatlantica para que se avance nos interesses e valores comuns.
P.S.: O muro caíu, sabiam?
Como muita gente da minha idade, eu acordo a ouvir rádio. À hora programada, o rádio liga-se, e eu acordo.
Hoje de manhã, acordei com uma notícia que me pareceu especialmente estranha. Não, não era a paz do mundo... como nas nossas peças de teatro infantis. Nada disso! Continuo a desejar a paz no mundo, mas não é disso que trata este post!
Hoje acordei com os números de uma sondagem feita na Alemanha. Dizia a jornalista, de voz doce e melódica, que a maioria dos alemães achava que a Rússia era um país mais democrático do que a América.
E não ficava por aqui. A mesma maioria considerava Putin como melhor defensor dos direitos humanos do que Bush!!!!
Devo ter ouvido mal, não? Deve ter sido porque era muito cedo...
E pensar que Bush deixou incomodado Putin na sua visita à Rússia, com os seus apelos à democracia e à liberdade!
Em meu nome pessoal, quero desejar publicamente as rápidas melhoras do Papa João Paulo II.
O Santo Padre está nos meus pensamentos e nas minhas orações, e espero uma rápida recuperação para que possa voltar a servir a sua Igreja e toda a humanidade.
P.S: Caros senhores do Bloco de Esquerda, estou-me nas tintas para a vossa intolerância!
Queria chamar a atenção ao Presidente Sampaio e ao Primeiro-Ministro Sócrates que Portugal tem uma grande responsabilidade em relação ao futuro.
Temos de preservar e transmitir os valores que sustêm uma sociedade LIVRE.
Temos de construir uma cultura de vida que respeita a dignidade da pessoa humana, enquanto a ciência avança.
Para promover o carácter solidário de Portugal, têm Vossas Excelências de apoiar iniciativas que ajudem a nossa juventude em risco (gangs e violência), e ajudar a evitar que convicções erradas (como o direito ao aborto) sejam contempladas pela lei.
Era bom que a extrema esquerda e a esquerda percebessem o papel da lei na nossa democracia...
Hoje os trotskistas foram ouvidos pelo Presidente Sampaio. Tem de ser, por causa das eleições que decorreram no Domingo passado. Lá foram eles, todos contentes. E qual é a primeira coisa de que falam?
Adivinhem! Emprego? Errado! Défice? Errado!
Não!! Falaram sobre um tema muito mais importante para o país! O aborto!
Querem eles um Referendo!
Vão ter um Referendo porque o PS também quer um referendo. Muito bem. Haja referendo!
Eu só tenho uma dúvida.
Se, hipoteticamente, o aborto se mantiver crime... daqui a quanto tempo querem outro referendo?
E se, hipoteticamente, o aborto for descriminalizado... será que poderá haver outro referendo para o recriminalizar?
Estou a começar a ficar ligeiramente farto. É sempre a mesma coisa.
Quando um partido perde umas eleições legislativas, apressa-se logo a mudar de líder.
É curioso que esse nunca é o líder que guia o partido durante quatro anos. Acontece sempre alguma coisa: ou caiem alianças, ou os Presidentes vão contra os nossos apetites, ou fazem uma birra qualquer. Há sempre alguma coisa que corre mal.
Talvez seja esse o motivo pelo qual nunca há bons candidatos nesta altura. Aqueles que nós gostávamos nunca aparecem nesta altura. Porquê?
Porque preferem subir ao poder por demérito do outro, em vez de lá chegar por mérito próprio. A frase de Durão Barroso "Hei-de ser Primeiro-Ministro, mas não sei quando" diz tudo.
Lamentavelmente, os portugueses não votam projectos para o futuro. Preferem castigar ou premiar o Governo anterior. Enfim, é macabro!
O Presidente dos Estados Unidos está a prestar uma visita à Europa, onde reafirma a importância das nossas relações transatlânticas com os nossos amigos e aliados americanos.
Aqui está um ponto importantíssimo. A América é, desde há muito, um grande aliado de Portugal, e convém que continue a ser. Só lamento que haja pelo menos 22 deputados na nossa Assembleia que não concordem com esta estratégia. Refiro-me aos 8 trotskistas e aos 14 comunistas.
Durante as últimas semanas o mundo testemohou momentos importantes -- Ucranianos lutaram pelos seus direitos democráticos; Iraquianos foram às urnas em eleições livres. E é importante que América e Europa trabalhem juntos para ganharem mais nas oportunidades históricas que iremos enfrentar. É uma relação na qual ganham as duas partes, ao contrário do que a esquerda e a extrema-esquerda andam para aí a apregoar.
Os líderes dos dois lados do Atlântico percebem que a esperança na paz do mundo depende da unidade das nações livres. Eu não aceito a falsa caricatura que divide o mundo ocidental entre uma Europa idealísta e uns Estados Unidos cínicos. A Europa e os Estados Unidos são os pilares do mundo livre. Partilhamos (por muito que a esqueda não goste) a mesma esperança na liberdade e nos direitos de cada indivíduo. Só nos falta trabalharmos juntos pelo planeta, tendo em vista os nossos interesses comuns e os nossos valores comuns.
Mesmo os melhores amigos não concordam em tudo. Mas no início do século XXI, os valores profundos da Europa e da América são os mesmos: acabar com o terrorismo, aliviar a pobreza, expandir mercados, e promover a paz. Nos dois lados do Atlântico, os terroristas atacam as nossas cidades pondo em perigo a liberdade.
Queria apelar ao rectângulo, à esquerda, e à extrema esquerda que tivessem mais juízo! Que percebem que, hoje, a segurança, a justiça e a prosperidade para o nosso mundo dependem do trabalho junto da Europa e da América. Isso torna os nossos laços transatlânticos mais fundamentais do que nunca.
A era soviética já terminou...
Viver em democracia é mesmo uma grande lição! Às vezes faz-se festa, outras vezes ficamo-nos pela derrota.
Hoje, um dos assuntos do dia é a demissão de Paulo Portas.
Paulo Portas não tem porque ser um derrotado da noite eleitoral. Antes pelo contrário, mas isso é lá com o CDS.
Partidos à parte, vejamos como foram os últimos sete anos.
Ganhou o Congresso de Braga em 1998. Vitória!
Batalhou pela vida em Junho de 1998. Vitória!
Lutou contra um rectângulo aos quadrados (Regionalização). Vitória!
Eleições Europeias em 1999: dias antes uma mega sondagem dava ao PP cerca de 2%. Paulo Portas vai à luta e tira 8%. Vitória!
1ª eleição legislativa onde o PP contra todas as sondagens, mantém o mesmo número de deputados do tempo de Manuel Monteiro, ou seja, 15 deputados. Lembro que dois dias antes as sondagens indicavam que o PP iria obter 8 deputados. Vitória!
Campanha contra o elevador de S. Jorge. Foi graças a Paulo Portas que o elevador não seguiu em frente. Vitória!
Campanha para a Camara Municipal de Lisboa. urante um ano e meio Paulo Portas visitou rua por rua da cidade de Lisboa. Fez uma campanha espectacular.
Obteve um resultado escasso para a campanha que fez (9%), mas tendo em conta que o candidato era o Santana Lopes (na altura na máxima força), mesmo assim conseguiu furar 9% do voto útil. Vitória!
17 de Março de 2002: Portas leva o CDS ao Governo. Foi competente. Foi estável. Foi credível.
Todos pensavam que o Governo não durava sequer 6 meses.
O governo durou até o Presidente da República dissolver uma maioria na Assembleia. Vitória!
Paulo Portas é, indicutívelmente, um líder.
Independentemente de partidos, Portas é uma personagem política que deixará saudade ao povo português.
Portugal tem muito a agradecer ao Dr. Paulo Portas.
Mal os trostskistas de extrema-esquerda acabavam de saber que tinham ficado a apenas um ponto percentual dos democratas-cristãos (o que só sucede aqui no rectângulo), enviaram Francisco Louçã para intimar o Primeiro-Ministro de Portugal a resolver o problema do desemprego “à maneira do Bloco”.
É verdade que o desemprego é um problema sério. Quando Portugal trabalha, Portugal prospera.
Os bons empregos começam com boas escolas, e este é um começo no qual é bom que o Bloco não se meta. Nas políticas de educação são úteis os contributos de todos os de boa vontade, mas de todos os moderados. Não são desejáveis interferências soviéticas na educação das crianças portuguesas.
É que temos que preparar as nossas crianças a ler e a estudar com brio e laboriosidade, e com programas moderados de desenvolvimento infantil. Os pais de Portugal não querem os seus filhos nas mãos da extrema-esquerda. Temos de melhorar as faculdades de ensino e os estágios dos professores, de forma a conseguirmos uma grande meta para um Portugal moderno: um bom professor em cada sala de aula.
Os bons empregos também dependem da tecnologia. É a constatação de um facto. Não é nenhum choque! O Governo terá que promover a tecnologia, construir infra-estruturas, e tem que actuar no sentido de aumentar a produção de energia aqui no rectângulo, para sermos menos dependentes do petróleo estrangeiro. Isto é uma política moderada, de centro, centro-direita. Isto não se encaixa na esquerda, muito menos no Bloco de Esquerda!
Os bons empregos dependem das exportações. Negociar em novos mercados cria novos postos de trabalhos.
Bons empregos dependem de uma política fiscal saudável, moderada. Nada, mas nada, a ver com a defendida pelo Bloco de Esquerda. Aquando da última aprovação do Orçamento do Rectângulo, alguns pensaram que o ajuste dos escalões do IRS favorecia os ricos; outros pensaram que os prejudicava em demasia. Mas, contas feitas, a maioria dos Portugueses perceberá que o ajuste era, nem mais, nem menos, do que o correcto. Ao contrário, a Esquerda nunca perceberá o que é uma política fiscal saudável. O último Governo ouviu o povo e respondeu ajustando as taxas do IRS, e terminando com o injusto imposto sucessório. Por amor ao crescimento a longo prazo, vamos deixar que estes ajustes sejam mantidos. Por amor ao crescimento a longo prazo, não vamos fazer o que o Bloco gostaria de fazer: criar mais impostos.
A maneira de sairmos desta recessão, a maneira de se criar emprego, é através do crescimento económico, encorajando o investimento na indústria, e acelarando a baixa de impostos para que os portugueses tenham mais dinheiro para investir e consumir. Por amor aos trabalhadores Portugueses, vamos apostar no estímulo económico. Estímulo é diferente de manipulação, sr. Louçã.
Ontem foi dia de eleições legislativas.
É sempre bom ver como os portugueses amam a democracia, com um nível de abstenção de fazer inveja a grandes nações civilizadas.
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Há uns anos, havia um grito de ordem que dizia: "25 de Abril sempre!"
Foi o que sucedeu nestas eleições. Centro-Esquerda com maioria absoluta, Comunistas com 14 deputados, e trotskistas com mais um percento do que a democracia-cristã.
Confesso que não sabia que isto podia acontecer em países como Portugal.
Em 1143 uma Nação era reconhecida.
Hoje, em 2005, Portugal conta com uma História com mais de oito séculos.
O que era um condado transformou-se num Estado moderno, em forma de rectângulo, membro da União Europeia e de outras organizações internacionais.
Este blog é para todos os que vivem dentro do rectângulo.